Fernanda Quechua
Propositora Cultural Andina
Sobre
Fernanda Carol Noemi Soto é uma artista boliviana, indígena quechua em mobilidade e residente no Brasil desde 2012. Sua trajetória articula arte, ancestralidade e resistência.
Artista-educadora e propositora cultural, desenvolve trabalhos em performance, instalação, arte urbana e práticas ancestrais, conectando espiritualidade, território e memória.
Sua prática emerge como um território vivo onde cura, política e tradição se entrelaçam, fortalecendo vínculos comunitários e saberes ancestrais.
Atividades e Propostas
Performance: Supay — O Camino de Kay Pacha
Ano: 2023
Descrição
Performance coletiva com trança de retalhos que simboliza memória, união e resistência das mulheres indígenas.
Oficina: Bombinhas de Sementes
Ano: 2025
Descrição
Prática de agroecologia ancestral que transforma o ato de semear em gesto político e comunitário.
Costura Ancestral
Ano: 2024
Descrição
Prática coletiva com a Wiphala que fortalece identidade, memória e resistência cultural.
Biografia Artística — Fernanda Carol Noemi Soto (Fernanda Quechua)
Fernanda Carol Noemi Soto é uma artista boliviana, nascida em Cochabamba/Cliza, indígena quechua em mobilidade e residente no Brasil desde 2012. Artista-educadora, propositora cultural e defensora dos direitos das mulheres, constrói sua trajetória a partir da intersecção entre arte, ancestralidade e resistência.
Formou-se em Fisioterapia e Kinesiología pela Universidade Central de La Paz (2012) e é Técnica Superior em Turismo e Hotelaria pelo Instituto Isec de La Paz (2005). Atualmente, cursa Artes Visuais pela UNILA – Instituição Ailton Krenak, aprofundando sua pesquisa em arte, território e memória.
Descendente de uma linhagem de mulheres curandeiras, parteiras, benzedeiras e quechuas andinas, Fernanda afirma sua arte como extensão da medicina ancestral. Seu trabalho percorre arte urbana, instalação, performance, cerâmica e práticas manuais, sempre guiado pela força da Pachamama e pelos saberes tradicionais que atravessam seu corpo e sua história. Como facilitadora de saberes andinos, desenvolve vivências, rituais e processos educativos que reativam a relação entre espiritualidade, natureza e comunidade.
É cofundadora do Coletivo Cholitas da Babilônia, formado por mulheres andinas migrantes, e fundadora do ponto cultural independente Casa das Cholitas, espaço de preservação, troca e afirmação identitária. Também é cofundadora da Comunidade AYNI – Articulação Andina de Indígenas em Mobilidade, onde atua fortalecendo redes de apoio e visibilidade às comunidades indígenas migrantes.
Sua prática artística emerge como um território vivo onde cura, política, corpo e tradição se entrelaçam. Fernanda acredita profundamente que suas raízes culturais são a base da saúde, da energia física e da força psíquica — e é essa herança que ela leva adiante em cada obra, performance, encontro e gesto criativo.