Performance: Supay — O Camino de Kay Pacha

Ano: 2023

Descrição da Atividade

Performance: Supay — O Camino de Kay Pacha

Ano: 2023
Evento: CALLE Bienal 2023
Técnica: Performance coletiva com trança de retalhos

Nesta performance, cinco mulheres carregam uma grande trança confeccionada com retalhos — símbolo de memória, união e resistência. O gesto coletivo evidencia a força das mulheres indígenas e migrantes que tecem histórias, territórios e espiritualidades pelo movimento do corpo.

A obra transmite a mensagem de que o povo boliviano não é apenas "costura", como muitas vezes é reduzido pelos estereótipos urbanos; somos também arte, ancestralidade e presença viva que atravessa fronteiras. Supay — O Camino de Kay Pacha convoca o público a reconhecer a profundidade espiritual e política que existe nos fazeres têxteis e nos corpos que os carregam.

Oficina: Bombinhas de Sementes Mágicas

Ano: 2025

Descrição da Atividade

Oficina: Bombinhas de Sementes Mágicas

Ano: 2025
Local: Sesc Santana, São Paulo
Técnica: Arte-educação, agroecologia ancestral, práticas de semeadura

A oficina Bombinhas de Sementes Mágicas propõe um ato de resistência ecológica inspirado em saberes ancestrais. As bombinhas de sementes — pequenas esferas feitas de argila e sementes — são tradicionalmente utilizadas para regenerar áreas desmatadas ou degradadas. Ao serem lançadas na terra, ajudam a promover a germinação e o crescimento de plantas nativas.

Nesta edição, a atividade priorizou sementes de milhos coloridos, espécies ancestrais da Bolívia que carregam memória, diversidade e espiritualidade. A oficina convida participantes a compreender o ato de semear como gesto político, poético e comunitário, fortalecendo a relação entre território, cultura e ancestralidade.

Oficina: Costura Ancestral com o Coletivo Cholitas da Babilônia

Ano: 2024

Descrição da Atividade

Oficina: Costura Ancestral com o Coletivo Cholitas da Babilônia

Ano: 2024
Evento: Semana Jornada de Inclusão e Diversidade
Técnica: Costura coletiva, práticas têxteis andinas, educação comunitária

Esta oficina cria um espaço de acolhimento e troca entre diferentes comunidades da região, através da costura coletiva da Wiphala. A Wiphala, símbolo de unidade, força e diversidade dos povos andinos, torna-se o centro de uma prática comunitária que une memória, identidade e resistência.

Durante a atividade, resgatamos práticas tradicionais de costura que reafirmam nossa resistência e existência como indígenas em mobilidade. O encontro fortalece vínculos culturais, promove diálogo intercultural e reafirma a presença viva das mulheres andinas e suas tradições dentro dos territórios urbanos.

Mural: Mulheres Batateras

Ano: 2023

Descrição da Atividade

Mural: Mulheres Batateras

Ano: 2023
Projeto: CALLE Coimbra
Dimensões: 7m x 3m
Local: Rua Coimbra, São Paulo

Mural criado em homenagem às mulheres bolivianas que trabalham na feira da Rua Coimbra, guardiãs dos alimentos nativos e da memória coletiva. A obra celebra sua força e presença cotidiana, conectando território, cultura e identidade através da pintura.

Máscara de Corvo — Confecção

Ano: 2024

Descrição da Atividade

Máscara de Corvo — Confecção

Ano: 2024
Local: Avenida Paulista, São Paulo

Máscara de corvo feita com gesso, papel e cola para a Marcha Contra as Queimadas. A peça foi criada como símbolo de alerta e resistência durante o ato.

Intervenção Performática: Faz Escuro Mas Eu Canto

Ano: 2021

Descrição da Atividade

Intervenção Performática: Faz Escuro Mas Eu Canto

Ano: 2021
Contexto: Inspirada no verso de Thiago de Mello, tema da 34ª Bienal de São Paulo

Intervenção performática realizada como desdobramento poético do tema Faz escuro mas eu canto, que ecoou na ocupação performática Yo Estoy Aquí, do coletivo Cholitas da Babilônia. A ação afirma presença, resistência e voz indígena dentro dos espaços urbanos e institucionais.

Instalação: Altar — Festa de Todos los Santos

Anos: 2022, 2023 e 2024

Descrição da Atividade

Local: Casa do Coletivo Cholitas da Babilônia

Instalação ritual realizada anualmente na Festa de Todos los Santos, patrimônio cultural da Bolívia. O altar é composto para acolher, durante 24 horas, a presença simbólica dos familiares que já partiram. Entre alimentos, bebidas, flores, frutas, velas, pães moldados em forma de pessoas e fotografias, constrói-se um espaço onde memória e afeto se encontram.

Prática profundamente enraizada entre as famílias bolivianas, o ritual torna-se, aqui, também gesto artístico. Ao recriar este altar longe do território de origem, mantenho viva minha tradição através da arte — criando um lugar de encontro entre passado e presente, onde a ancestralidade continua respirando.

Performance: Agradecimento à Pachamama

Ano: 2022

Descrição da Atividade

Performance: Agradecimento à Pachamama

Ano: 2022
Local: Sesc Avenida Paulista

A performance foi realizada como um gesto de gratidão à Pachamama, evocando a força da terra e seus ciclos. Por meio de movimentos simbólicos e elementos naturais, celebrei a relação de cuidado e reciprocidade que sustenta nossas formas de viver. Um momento de conexão, onde corpo, memória e território dialogaram em homenagem à mãe terra.

Performance: Migrando com Nossas Raízes

Ano: 2022

Descrição da Atividade

Performance: Migrando com Nossas Raízes

Ano: 2022
Coletivo: Cholitas da Babilônia
Local: Sarau das Américas — Complexo de Moradias, São Paulo (Guarulhos)

Performance criada como um gesto de movimento e memória, onde o coletivo Cholitas da Babilônia compartilhou suas raízes em diálogo com a comunidade local. Em cena, abordamos a migração como continuidade — carregando histórias, saberes e afetos que atravessam fronteiras.

No encontro com o Sarau das Américas, o corpo tornou-se território e testemunho: seguimos em deslocamento, mas nunca sem nossas raízes, que florescem mesmo longe da terra de origem.