A Chola que carrega a casa
Ano: 2026
Descrição da Obra
Técnica: Arpillera boliviana - aplique de tecido sobre algodão
Material: Algodão, aguayo andino, feltro, miçangas, pompons
Dimensões: 60 x 70 cm
Ano: 2026
A mulher andina como lutadora diária. Ela carrega a casa nas costas - literalmente no Aguayo - junto com os filhos, o trabalho, e muitas vezes sozinha, como mãe solo.
Na imagem, ela leva a casa de tijolos e ainda segura o gato, seu companheiro. Representa a migração do campo para a cidade, o peso da sobrevivência e a força da chola que sustenta tudo sem largar sua cultura, sua Pollera e seu chapéu.
A luta invisível de todo dia.
Lute como uma Chola
Ano: 2025
Descrição da Obra
Técnica: Arpillera boliviana - bordado e aplique têxtil
Materiais: Algodão cru, tecidos andinos, lã, pompons e miçangas
Dimensões: aprox. 60 x 70 cm
Ano: 2025
A Chola na Guerra da Água (Cochabamba, Bolívia, 2000):
Em janeiro de 2000, o governo da Bolívia privatizou a água de Cochabamba e entregou para a multinacional americana Águas del Tunari / Bechtel. A conta de água dobrou de preço. Até a água da chuva foi proibida de coletar.
Elas saíram na frente. Junto com a "Coordenadora de Defensa del Água y de la Vida", bloquearam estradas, fecharam o aeroporto, ocuparam a praça com a bandeira "El agua es nuestra, carajo!". Foram 4 meses de luta. O governo declarou estado de sítio e prendeu líderes, mas o povo venceu. Em abril de 2000 o contrato de 40 anos com a Bechtel foi cancelado e a água voltou a ser pública.
Guerra do Gás - Homenagem às mulheres
Ano: 2024
Descrição da Obra
Técnica: Pintura e bordado sobre algodão cru
Materiais: Algodão cru, tecidos andinos, lã, pompons e miçangas
Dimensões: 60 x 70 cm
Ano: 2024
Homenagem às mulheres mortas na Guerra do Gás de 2003, em El Alto - Bolívia.
O governo quis vender o gás barato para os EUA. O povo de El Alto bloqueou a cidade. O exército matou mais de 60 pessoas. A maioria eram indígenas. Muitas eram mulheres que estavam nas barricadas defendendo o gás e a água como direito, não como mercadoria.
A luta delas derrubou o presidente Gonzalo Sánchez e fez o gás voltar para o povo boliviano.
Coca no es Cocaína
Ano: 2026
Descrição da Obra
Técnica: Pintura em tela
Materiais: Tela e tinta a óleo
Dimensões: 30 x 24 cm
Ano: 2026
A folha de coca é milenar.
Ancestral.
Serve para curar, para rezar,
para trabalhar, para existir,
para resistir.
Resistir ao frio.
Resistir à altura.
Não morrer de fome.
Quando o homem branco chegou,
veio também a maldição.
O que nas mãos do povo andino era sagrado,
nas mãos do homem branco
virou a maldição do mundo.
Coca não é cocaína.
Coca é vida.
Cocaína é o vício branco.
Encontro na Estrada
Ano: 2024
Descrição da Obra
Técnica: Assemblagem - intervenção sobre crânio bovino com têxtil andino
Materiais: Cabeça de boi seca encontrada no Sertão de Pernambuco, pintura, tullma (tecelagem andina usada para amarrar as tranças das mulheres indígenas), wiphala andina (bandeira andina)
Dimensões: 120 x 80 cm
Ano: 2024
Histórico da obra:
Resultado de uma jornada pessoal de migração da autora, que viajou de São Paulo para o Sertão de Pernambuco. Durante a viagem, encontrou uma cabeça de boi seca, que foi pintada e adornada com elementos andinos.
Conceito:
A obra é uma reflexão sobre a conexão entre culturas e a necessidade humana de migração.
Mensagem:
A obra é uma celebração da diversidade cultural e da resiliência humana, destacando a importância de preservar as tradições, a identidade cultural e a espiritualidade.
Altar a Pachamama
Ano: 2024
Descrição da Obra
Técnica: Escultura em argila
Materiais: Argila
Dimensões: 22 x 22 cm
Ano: 2024
A obra faz parte de uma prática pessoal e espiritual em que a artista vem construindo altares dedicados à Pachamama, a deusa da terra e da natureza, que representa a mãe terra e a fonte de toda a vida. Ela é considerada a protetora dos animais e das plantas, figura central nas cosmologias andinas.